Cenário mostra que realidade do financiamento agrícola terá que ser cada vez mais vinculada à diversificação de fontes, especialmente no mercado privado

*Por Conteúdo Creditares

Na semana passada, a Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Economia, determinou a suspensão, imediata, da contratação de linhas de crédito rural subvencionadas pelo governo federal no âmbito do Plano Safra 2020/21. No último dia 05 de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic – taxa básica de juros da economia – de 2,75% para 3,50% ao ano.

Ambas as medidas impactam, de maneira negativa, os recursos subsidiados para o financiamento agrícola, bloqueando novas operações do Plano Safra corrente, bem como aumentando incertezas quando às condições do próximo 2021/22. Este cenário somente reafirma a necessidade de maior busca por diversificação de fontes, especialmente no mercado privado, reforçando a agenda de transformação em curso no crédito rural.

A realidade é que o cobertor financeiro é curto, e os desafios do crédito rural são cada vez maiores

Crédito rural

Análise da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) alerta que a alta da Selic, por exemplo, terá como consequência o encarecimento do crédito rural nas instituições financeiras, dificultando a contratação pelos produtores.

Balanço do Ministério da Agricultura revela, ainda, que, entre julho do ano passado a abril deste ano, foram liberados R$ 201,43 bilhões aos produtores rurais, alta de 12%. “Decorridos dez meses da safra 2020/21, o valor das contratações de crédito rural continua com desempenho crescente, indicativo de que todo o orçamento programado será executado”, afirma o diretor de Crédito e Informação da pasta, Wilson Vaz de Araújo. É mais um dado a atestar que a demanda do agronegócio por crédito supera ao montante oferecido pelo Tesouro Nacional.

Ademais, em audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, a ministra Tereza Cristina afirmou que as prioridades para o próximo Plano Safra continuarão sendo os pequenos e médios produtores rurais. A realidade é que o cobertor financeiro é curto, e os desafios do crédito rural são cada vez maiores.


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