Neste novo cenário onde o cliente é dono dos dados e livre para compartilhar, produtores que aderirem ao open banking serão disputados pelo mercado, adquirindo poder de barganha para negociar melhores condições de financiamento

*Por Conteúdo Creditares

A Creditares, agrofintech especializada na captação de crédito para o produtor rural por meio da aplicação do modelo de open banking no agronegócio, recebeu aporte, bem como foi selecionada para integrar o time de startups apoiadas pela Ventiur, uma das mais renomadas aceleradoras de negócios digitais do país.

“Com uma trajetória consolidada em acelerar agtechs, a Ventiur abre de forma promissora nossa rodada de captação focada em investidores do segmento agro e financeiro, que possam não apenas ingressar com capital, mas também contribuir com expertise e rede de relacionamento para viabilizar soluções nesta nova jornada do crédito rural”, afirma José Octávio V. Corral, CEO da Creditares, acrescentando que “ao trazermos o open banking para o agronegócio estamos em linha com a agenda do Banco Central, o que nos levou a sermos selecionados a participar do “Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas – LIFT”, programa de aceleração da autoridade monetária”.

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Open banking no agro

Iniciativa do BC, o open banking ou “sistema financeiro aberto” é um pacote de regras e tecnologias, que permitirá aos bancos e outras instituições financeiras autorizadas o compartilhamento de produtos, serviços e dados dos clientes, desde que, obviamente, haja o consentimento deles.

Pessoas e empresas têm histórico financeiro nos bancos em que possuem relacionamento. A diferença é que agora essas informações poderão ser compartilhadas com quaisquer outras instituições financeiras, que terão a oportunidade de avaliar este histórico, podendo passar a oferecer limites, taxas, prazos diferenciados, entre outras variáveis.

“O crédito é, acima de tudo, uma relação de confiança e análise de risco. Para um bom diagnóstico, é preciso ter acesso a informações e o open banking traz isso pra mesa, uma vez que padroniza a forma de compartilhamento dos dados. Esta mudança amplia o número de agentes financeiros e consequentemente aumenta a concorrência, favorecendo o tomador de crédito”, ressalta José Corral.

No caso do produtor rural, por exemplo, ele poderá, pela internet, apresentar a diversos agentes de financiamento informações do seu negócio para análise personalizada de crédito. Ao avaliar o perfil, as instituições financeiras poderão apresentar suas respectivas ofertas de financiamento ao produtor, que ao ter mais opções de escolha, terá maior poder de barganha para negociar.

José Corral pontua que o open banking chega na hora certa para o agronegócio, já que os recursos oficiais, subsidiados pelo governo, são parte cada vez menor do total de crédito rural, sendo gradativamente substituídos pelo financiamento do mercado privado. Além disso, o executivo acentua que o open banking também pode ajudar a contornar o impacto da elevação da taxa básica de juros (Selic) nos financiamentos agrícolas.

Nova agenda do crédito rural

“Quando a Selic sobe, o custo do dinheiro fica mais caro, dificultando o acesso, por exemplo, a crédito e financiamentos, inclusive agrícola. O Plano Safra 2021/22 já apresentou taxas de juros, que são subsidiadas pelo Tesouro Nacional, mais altas na comparação com o ciclo anterior. Além disso, o volume de recursos equalizado pelo governo será de apenas R$ 13 bilhões nesta safra.”

José Corral explica, então, que o montante que não será subvencionado fica sujeito às taxas livres, que com o avanço da Selic se tornam automaticamente mais elevadas. “Desta forma, se o banco X terá um custo maior para levantar recursos no mercado, inevitavelmente este custo será repassado ao tomador.”

Ademais, complementa o executivo, conforme a Selic aumenta – e esta é a tendência, devido à pressão inflacionária – o governo vê sua condição para subsidiar o crédito rural arrefecer. “O prejuízo deste cenário fica ainda mais claro, por exemplo, quando observamos que as taxas de juros adotadas para financiamentos de longo prazo já estão sendo precificadas pelos bancos para percentuais acima de 12% ao ano. Ou seja, quem precisa captar recursos de longo prazo, fora dos programas oficias de investimento, com taxas subsidiadas, como, por exemplo, Plano ABC, Moderfrota e outros, precisa se antecipar pois, à medida que a Selic sobe, as taxas destas linhas também aumentarão.”

Este quadro é apenas um recorte, que mostra a transformação da agenda do crédito rural, com diminuição gradual do suporte oficial, o que abre uma janela de oportunidades para que o produtor conheça e contrate novas modalidades de financiamento. “Novas fontes começam a despontar, com taxas competitivas, prazos maiores, condições diferenciadas, sem destinação específica, onde o produtor pode utilizar o recurso captado seja para custeio ou investimento. Uma delas é a operação feita em moeda estrangeira. No mercado privado, temos bancos que levantam recursos em dólar, a taxas mais baratas, e conseguem, com isso, repassar esta melhor condição nos financiamentos para o produtor. Neste formato, em nosso primeiro ano, alavancamos mais de R$ 50 milhões em crédito para o setor”, conclui José Corral.

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