Também chamados de green bonds, papéis de renda fixa vêm aproximando o investimento privado, bem como recursos do mercado de capitais do setor rural

*Por Conteúdo Creditares

O agronegócio vem captando mais recursos por meio de operações de títulos verdes. Chamados também de green bonds, os títulos verdes são papéis de renda fixa utilizados na captação de recursos para implantar ou refinanciar projetos e ativos que tenham atributos positivos do ponto de vista ambiental ou climático.

O título verde pode ser emitido por qualquer empresa, desde que ela consiga demonstrar a destinação dos recursos e o impacto positivo ao meio ambiente. Em nota na coluna “Broadcast Agro”, do jornal “O Estado de S. Paulo”, Cristóvão Alves, gerente de Finanças Sustentáveis da Sitawi, organização que atua em avaliações independentes dessas operações, disse estimar que o montante levantado em 2021 por meio de green bonds cresça em torno de 50%.

Em 2020, o setor sucronergético puxou as operações com títulos verdes, mas o potencial também é gigantesco para outros segmentos, como, por exemplo, produtores de grãos, agroindústrias de carnes, cooperativas, entre outros agentes da cadeia produtiva do agro.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, já afirmou que o agronegócio brasileiro é uma boa alternativa para investimento privado em títulos verdes. “Nossa produção é cada vez mais sustentável. Graças às condições naturais e climáticas favoráveis, temos capacidade de colher duas safras ao ano em uma mesma área, podendo chegar a três com o emprego de tecnologias sustentáveis. Algo impossível para agricultura em países com clima temperado. Nossos produtores há muito tempo já compreenderam que a preservação e a produção são indissociáveis, e que a sustentabilidade já é lucrativa.”

Agronegócio brasileiro é uma boa alternativa para investimento privado em títulos verdes, diz a ministra da Agricultura Tereza Cristina

Crédito rural

Para responder à demanda global por alimentos, fibras e energias renováveis, a agropecuária brasileira necessitará de um grande volume de recursos. Anualmente, o setor necessita de US$ 100 bilhões somente para giro, sem contar os demais investimentos em outros elos da cadeia produtiva, como produção de insumos, logística, comercialização, armazenagem e industrialização. Com esse cenário, os títulos verdes despontam como importante ferramenta de financiamento do setor.

Em 2019, o Brasil emitiu apenas 0,5% ou US$ 1,5 bilhão de todos os títulos verdes do mundo, apesar de representar mais de 2% do PIB mundial. Com o objetivo de ampliar esse mercado e atrair os investidores estrangeiros, o governo está adotando medidas para melhorar o ambiente de negócios, desburocratizar a entrada de recursos externos e equacionar aspectos tributários para não atrapalhar o fluxo de recursos internacionais.

Uma dessas ações foi a promulgação da Lei do Agro, em 2020, que tornou as operações financeiras mais simples, transparentes e seguras juridicamente, além de aprimorar instrumentos como a CPR e os títulos do agro (CRA). Outra medida foi a parceria firmada, em 2019, com a Climate Bonds Initiative (CBI), maior certificadora de títulos verdes do mundo, para definição de critérios globais para agricultura e pecuária e elaboração de um plano de investimento para a agropecuária sustentável.

“Queremos aproveitar os mercados financeiros e domésticos ainda com muita liquidez. Existem trilhões de dólares e reais em busca de boas alternativas de investimento, melhores retornos e riscos menores. O nosso agronegócio oferece, com certeza, essas oportunidades”, diz a ministra.


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